Centro Medico Rio Branco logo
Gironsoft | Informática | Super Links | Fale Conosco


Patients Pacientes
 
MATÉRIA DO MÊS

:: Matérias Antigas ::

Blu-ray Disc
Monitores LCD “Liquid Cristal Display”
Barramento FireWire

Steve Jobs
1955-2011

Barra Colorida

A sua trajetória
"Conheça a história do homem que mudou a tecnologia
e reuniu fãs no mundo todo"

Steven Paul Jobs nasceu em São Franciso, na Califórnia (Estados Unidos), no dia 24 de fevereiro de 1955 e foi entregue para adoção por dois estudantes da Universidade de Wisconsin (Estados Unidos). Com cinco anos de idade, Jobs foi adotado por Clara e Paul Jobs, uma contadora e um salva-vidas, que o criaram em Mountain View, também na Califórnia (Estados Unidos). Foi apenas aos 27 anos que ele descobriu quem eram seus pais biológicos, Joanne Simpson e Abdulfattah Jandali, um professor de ciência política síria e uma fonoaudióloga. Steve Jobs foi casado com Laurene Powell, com quem teve três filhos.

Inteligente, porém sem rumo, Jobs deu muito trabalho no colégio antes de fundar a Apple. Somente em 1975, com 20 anos, ele e Stephen Wozniak desenvolveram o primeiro computador da companhia, o Apple I, produzido na garagem de seus pais. No entanto, foi em 1977, com a criação do segundo protótipo, que a empresa chamou atenção de investidores. O Apple II se tornou o primeiro computador pessoal vendido em larga escala e a um preço acessível.

Jobs não parou por aí e decidiu incorporar aos novos computadores dois acessórios inovadores comprados da Xerox: o mouse e a interface gráfica. O computador Lisa, que recebeu o nome de sua filha mais velha, foi o primeiro a chegar ao mercado com as novidades e, apesar disso, não fez o sucesso esperado. No ano seguinte, ele tentou mais uma vez e apresentou para o mundo um dos maiores sucessos da marca: o Macintosh.

Com o rápido crescimento da Apple, a companhia ganhou um corpo diretor que, em 1986, decidiu demitir Jobs por comportamento temperamental e problemas com os funcionários. Sua saída teria sido mais dramática se Jobs não tivesse, paralelamente à Apple, comprado uma parte da produtora de George Lucas, que deu origem à Pixar. Jobs fez filmes em conjunto com a Disney e produziu filmes de animação como "Toy Story" e "Vida de Inseto". Mais uma vez, o sucesso batia à sua porta.

Em 1997, a Apple estava em crise e tinha como principal rival o Windows 95 da Microsoft. Convidado a regressar à empresa que fundou e com o encargo de reerguê-la, Jobs levou consigo o NEXTstep, que seria uma das bases para o sistema operacional Mac OS. A Next, adquirida por Jobs em 1985, foi anexada à Apple por US$ 400 milhões e ele voltou ao cargo de presidente-executivo da companhia.

Foi nesta segunda fase dentro da Apple que ele lançou a linha de computadores iMac e os notebooks MacBook, além do iPod, iPhone e o iPad, três dos produtos mais revolucionários do mercado.

No entanto, no auge do sucesso, em 2004, Jobs se submeteu a uma cirurgia para a retirada de um tumor no pâncreas, que o acompanhou até o fim dos seus dias. Em janeiro de 2009, ele se ausentou pela primeira vez da Apple devido a problemas de saúde e, seis meses depois, voltou à empresa alegando ter realizado um transplante de fígado.

Em janeiro de 2011, Jobs saiu pela segunda vez da companhia, novamente por problemas de saúde. Porém, fez uma participação especial no evento para desenvolvedores da Apple, onde apresentou as novas versões do sistema operacional da companhia. Em 24 de agosto de 2011, Jobs deixou a presidência da Apple, nomeando Tim Cook como seu sucessor. Desde então, ele não fez nenhuma aparição pública.

Steve Jobs faleceu na quarta-feira do dia 05/10/2011, ao lado de seus familiares, ao 56 anos de idade. Jobs deixa uma fortuna estimada em US$ 8,3 bilhões, segundo a revista "Forbes". Ele também tinha 7% das ações da Disney, empresa da qual fazia parte do corpo diretivo e era o maior acionista físico.

Barra Colorida

Frases que marcaram
a carreira de Steve Jobs
"O homem que mudou a forma como lidamos com a tecnologia é,
também, fonte de inspiração"

Mais que um legado, Steve Jobs é sinônimo de inspiração. Ao longo de seus 56 anos, o ex-CEO da Apple apresentou ao mundo produtos que revolucionaram não só o universo tecnológico, mas também nossas vidas.

Mesmo aparentando arrogância e desprezo pelas pesquisas de mercado, Jobs buscava a perfeição. E muitas de suas frases com certeza ficarão na história da empresa que fundou, a Apple. Veja algumas delas:

"Você quer ficar o resto da sua vida vendendo água com açúcar ou você quer uma chance de mudar o mundo?" (frase usada por Steve Jobs para convencer John Sculley, até então CEO da Pepsi, a assumir a Apple, em 1983)

"Eu trocaria toda a minha tecnologia por uma tarde na companhia de Sócrates." (Newsweekoutubro de 2001)

"Ser o homem mais rico do cemitério não me interessa. Ir para a cama à noite dizendo que fiz alguma coisa maravilhosa é o que importa para mim." (para o The Wall Street Journal, em 1993, quando perguntado sobre Bill Gates)

"Lembrar que estarei morto em breve é a ferramenta mais importante que já encontrei para me ajudar nas grandes escolhas da vida." (discurso na Universidade de Stanford, em 2005)

"Sinto como se alguém tivesse me dado um soco no estômago e tirado todo o meu fôlego. Estou com apenas 30 anos e quero ter a chance de continuar a criar mais coisas. Sei que tenho pelo menos mais um grande computador dentro de mim. E a Apple não vai me dar a chance de fazer isso." (para a revista Playboy, em 1987)

"É difícil pensar que uma empresa de dois bilhões de dólares com quatro mil funcionários não possa competir com seis pessoas vestindo calças jeans." (num evento da Apple, em setembro de 1985)

"Os botões do Mac OS são tão bem-feitos que você vai querer lambê-los." (Info, setembro de 2007)

"Acho que alguém assiste à TV para desligar seu cérebro. E trabalha no computador quando quer ligá-lo.” (Macworld, fevereiro de 2004)

"Na época eu não percebi, mas ser demitido da Apple foi a melhor coisa que poderia ter me acontecido. O peso de ser bem sucedido foi substituído pela leveza de ser novamente um iniciante, com menos certezas sobre tudo. Isso me libertou para entrar num dos períodos mais criativos da minha vida." (discurso na Universidade de Stanford, em 2005) 

"Seu tempo é limitado, então não gaste-o vivendo a vida de alguém. Não seja enganado por dogmas - enquanto está vivendo com os resultados do que as outras pessoas pensam. Não deixe que a opinião dos outros ofusque sua voz interior. E o mais importante, tenha a coragem para seguir seu coração e intuição. De alguma maneira eles sabem verdadeiramente o que você quer ser de verdade. Todo o resto é secundário."

"Eu sou a única pessoa que sabe que perdeu um quarto de bilhão de dólares em um ano. Isso é muita construção de caráter."

"Quando eu tinha 17 anos, li uma nota que dizia algo como 'se você viver cada dia como se fosse o último, algum dia você estará absolutamente certo.' Desde então, 33 anos depois, tenho olhado no espelho todas as manhãs e me perguntado: 'se hoje for o último dia da minha vida, gostaria de fazer o que vou fazer hoje?'. E sempre que digo 'não' por muitos dias seguidos, sei que preciso mudar alguma coisa."

"Lembrar-se que vai morrer é a melhor maneira que conheço para evitar a armadilha de pensar que você tem algo a perder."

"Você não pode conectar dois pontos olhando para a frente, e sim para trás, pois os pontos vão se conectar no futuro, de alguma maneira. Você tem de confiar em alguma coisa - seu corpo, destino, vida, karma, seja o que for. Essa aproximação nunca tem me deixado triste, e faz toda a diferença na minha vida."

"Ninguém quer morrer, mesmo aqueles que querem ir para o céu. A morte é um destino que nós todos temos, e ninguém pode escapar. E é assim que tem de ser, porque a morte é muito melhor que uma única invenção da vida. Ela limpa o velho para abrir caminho para o novo. Neste exato momento, o novo é você, mas algum dia não tão distante do agora você vai se tornar o velho. Desculpe por ser tão dramático, mas isso é bastante real."

Barra Colorida

Os cinco momentos mais importantes na carreira
do showman Steve Jobs

Steve Jobs foi um inovador do setor de tecnologia. Mas ele não inovou apenas no desenvolvimento de produtos, mas também na forma como ele os apresentava. Jobs se tornou um "showman" de tecnologia. Com sua camisa preta e calça jeans simples, conquistava as multidões de assalto, destacando o produto a ser apresentado, mas também atraindo os olhares para si. Nesse texto, vamos mostrar cinco momentos selecionados pela CNN onde Jobs roubou a cena junto com o produto apresentado. Momentos que entraram para a história da tecnologia.

1. O iPhone faz tudo

É difícil superar um momento tão memorável para o mundo da tecnologia na última década quanto o lançamento do iPhone em 2007. Diante de uma multidão de fãs da Apple, Jobs anuncia que iria apresentar "três produtos inovadores" no evento. O primeiro, um iPod com tela widescreen sensível ao toque. O segundo, um telefone revolucionário, e o terceiro, uma maneira inovadora de navegar na internet. Então, Jobs sorri diante dos ícones dos três dispositivos e diz "estes não são três dispositivos separados. É um único dispositivo com os três recursos. E nós chamamos esse dispositivo de iPhone".

2. Bem-vindo à Apple Store

Os especialistas diziam que uma loja de aplicativos e serviços de apenas uma empresa era uma má ideia. Jobs, obviamente, discordava disso. Então, em 2001, no evento para desenvolvedores, Jobs passeou em uma loja ainda inacabada na Virgínia, que seria a primeira de mais de 300 lojas da Apple em todo o mundo. Ele mostrou a área de trabalho, a Genius Bar e área de lazer para crianças, entre outros detalhes.

Jobs viu à frente dos especialistas. Lançou o iPod em outubro daquele ano, e o iPhone em 2007, e os dois produtos foram essenciais para o sucesso da Apple Store, que mostrou ser bem mais do que uma simples loja de varejo. "Literalmente, metade da loja é voltada para soluções", disse Jobs. "Porque as pessoas não querem mais comprar apenas computadores. Querem saber o que podem fazer com eles", complementa.

3. O "mágico iPad"

Foi fácil fazer piada de Jobs e seu entusiasmo ao apresentar o iPad em janeiro de 2010. Afinal, ele usou termos como "extraordinário", "maravilhoso", "incrivelmente grande" e "um sonho", durante a apresentação do produto. E completou: "ele é muito mais íntimo que um laptop. Esta não será uma compra, e sim, um relacionamento".

E o tempo mostrou que ele tinha uma boa dose de razão. O iPad passou a dominar o mercado de tablets e, segundo algumas fontes de tecnologia, o iPad domina cerca de 90% do mercado mundial de tablets.

4. Graduação

O discurso de Jobs na Universidade de Stanford no começo do ano de 2005 foi um dos raros casos onde o Jobs "público" e o Jobs "privado" se encontraram.

O momento era único o suficiente para que Jobs aceitasse falar em público. E o mais surpreendente ainda é que ele usou o espaço para compartilhar alguns dos detalhes mais pessoais de sua vida. Jobs começou partilhando os detalhes do início de sua vida universitária, vida essa que desistiu com 18 meses de curso. "Esse é o mais próximo que já cheguei de uma formatura da faculdade", disse um sorridente Jobs.

Então, ele começa a falar sobre o seu processo de adoção, do abandono escolar (em parte por causa dos custos da universidade, que consumiria as economias dos seus pais adotivos de uma vida toda), da sua relação com a caligrafia, e de "ligar os pontos de sua vida". Fala do quanto foi importante ele ser demitido da Apple e como isso o motivou para continuar a fazer o que ele tanto amou. Por fim, fala de forma aberta sobre o seu diagnóstico de câncer no pâncreas, suas reflexões sobre a morte, e dispara: "seu tempo é limitado, portanto, não o desperdice vivendo a vida de alguém".

5. Tablet? O que é isso?

Para entender esse momento, temos que fazer uma retrospectiva dos fatos. Na "All Things D Digital Conference" em 2007, ocorreu um encontro de gigantes da tecnologia. Steve Jobs e Bill Gates estavam no mesmo palco para uma entrevista histórica.

Gates revelou que carregava consigo um computador no estilo tablet com ele o tempo todo, e dizia que essa era um dos gadgets que daria origem ao futuro da computação. "Eu acho que, se você tem um dispositivo com tela full-screen, que permite que você o transporte para qualquer lugar, você pode utilizá-lo de forma mais dinâmica. Eu acredito no formato do tablet... e então, você terá esse dispositivo tão pequeno, que vai poder carregá-lo no seu bolso", disse Gates.

Isso aconteceu mais de 2 anos antes do lançamento do primeiro iPad, mas é difícil imaginar que Jobs e a Apple já não estava pensando nisso há muito tempo. Porém, o mais interessante desse trecho da entrevista, é que na primeira vez que Gates menciona a palavra "tablet", Jobs movimenta claramente a cadeira, e parece literalmente morder os lábios, como se algo passasse pela sua mente (jamais saberemos se é algo positivo ou negativo).

O primeiro comentário de Jobs sobre o futuro dos computadores foi "os PCs se provaram ser muito resistentes". Jobs mostrou que a história não era bem essa (mesmo porque ele a contou, através do iPad), mas o rosto que ele faz é algo, no mínimo, divertido.

Barra Colorida

10 produtos criados por Steve Jobs

Steve Jobs, co-fundador da Apple, se despediu do comando da empresa na quarta-feira do dia 24/08/2011 alegando não ter mais condições de exercer o cargo de CEO. Confira abaixo 10 produtos criados por Jobs durante sua permanência na empresa, como o Apple I, Macintosh, iMac, iPod, iPhone e iPad:

1- Apple I (1976)

Os amigos de faculdade Steve Jobs e Steve Wozniak fundam a Apple Computer e lançam o computador Apple I em julho de 1976. O primeiro lançamento da empresa era voltado para engenheiros e hobistas e construído manualmente na forma de circuito integrado. Foram fabricados 200 modelos e custava US$ 666,66. Hoje, o Apple I é item de colecionador. Em novembro de 2010, uma das unidades foi arrematada por cerca de US$ 210 mil em um leilão realizado em Londres.

2- Apple II (1977)

Este modelo foi o primeiro computador para uso pessoal e profissional em um gabinete de plástico e com tela colorida. O Apple II é considerado um dos maiores sucessos na área de computação pessoal e sua idealização também contou com a ajuda de Wozniak. O computador recebeu atualizações nos anos seguintes e foi descontinuado 16 anos depois, em 1993.

3- Lisa (1983)

Apesar do baixo volume de vendas e preço de US$ 9.995, este foi o primeiro desktop que usou uma interface gráfica com ícones, janelas e um cursor controlado pelo mouse. As vendas do Lisa foram interrompidas no ano seguinte do seu lançamento.

4- Macintosh 128K (1984)

O primeiro modelo da família Macintosh possuía a interface gráfica usada no Lisa e custava US$2.495, 1/4 do preço de seu antecessor. O Macintosh 128K, além de mais barato, era também mais rápido. A publicidade em torno do Macintosh 128 ajudou a vender mais unidades deste modelo.

5- Apple IIc (1984)

Este foi o quarto modelo da família de computadores Apple II e foi planejado para ser o primeiro computador portátil fabricado pela empresa. Ele pesava 3,4 kg e a letra ‘c’ no nome refere-se a “compacto”.

6- iMac G3 (1998)

Steve Jobs ficou fora da Apple entre 1985 e 1997 e, durante este período, a empresa não gerou grandes lucros. Quando retornou à Apple, Jobs anunciou o computador iMac G3, que reunia CPU e monitor em um único gabinete feito de plástico translúcido em duas cores. Este foi o primeiro computador a usar portas USB como padrão de conexão e a abandonar o uso de leitores de disquete.

7- iPod (2001)

A linha do reprodutor de música da Apple existe há uma década e possui diferentes versões, entre elas a shuffle, nano, vídeo e touch. Há modelos de 2 GB até 160 GB de armazenamento e, segundo a Apple, a empresa já vendeu mais de 275 milhões de unidades.

8- MacBook Air (2008)

O notebook se destaca pelo peso e finura, menor que a maioria dos modelos concorrentes. Os MacBooks não possuem de fábrica sem leitor ótico e bateria removível, como em outros produtos da Apple.

9- iPhone (2007)

A tela sensível ao toque, hoje usada por vários aparelhos, foi patenteada pela Apple após o uso em grande escala pelo iPhone. Em todas as suas versões, o aparelho possui apenas um botão frontal e a interatividade é feita por meio de aplicativos baixados por meio da App Store. A fabricante diz que patenteou mais de 200 funções relacionadas ao iPhone somente na primeira versão do smartphone.

10- iPad (2010)

O iPad foi lançado em abril de 2010 e, até o final do mesmo ano, a empresa vendeu cerca de 15 milhões de unidades. O tablet possui tela de 9,7 polegadas e roda o mesmo sistema operacional iOS (o mesmo usado no iPhone e iPod Touch). Steve Jobs disse que começou a desenvolver o iPad antes do iPhone, por volta do ano de 2000, mas o projeto em um telefone parecia mais importante no momento.

Barra Colorida

Steve Jobs teria pensado nos próximos lançamentos da Apple
visando o futuro da empresa

Mesmo enfermo e lutando para viver, Steve Jobs estaria pensando em novos produtos para a Apple. Sua intenção, mesmo confrontado com a morte no curto prazo, era construir um futuro sólido para a marca que ajudou a criar.

Jobs teria, mesmo severamente debilitado pelo câncer, trabalhado no desenvolvimento destes novos produtos por mais de um ano. Não foram revelados detalhes sobre o que seriam os produtos e até que estágio Steve acompanhou seu eventual desenvolvimento. As informações são do jornal inglês Daily Mail. 

A princípio, o grosso do trabalho seria voltado para melhorias nos dispositivos que compõe o coração dos ganhos da Apple, como iPods, iPads, iPhones e os MacBooks. Além de novos planos para o serviço iCloud, proposta de armazenamento de arquivos dos usuários na rede, que ainda engatinha e já passou por atrasos. 

Também foi revelado que Steve Jobs precisou lutar muito para convencer acionistas e executivos da Apple sobre o projeto de construção da nova sede da empresa (foto acima). Com um formato extremamente inovador em meio a um enorme jardim, o complexo, que se assemelha muito a um parque, terá capacidade para 12 mil funcionários e que deve ficar pronta em 2015.


Nova sede da Apple

A futura sede ficará em Cupertino, perto do atual endereço da Apple. No mesmo lugar funcionou uma divisão da HP onde Steve Jobs trabalhou quando jovem. Com o tempo, ele convenceu a Apple a comprar o terreno quando ele ficasse disponível.

Barra Colorida

Sua Morte
"Criador da Apple impôs visão de simplicidade no mercado da tecnologia. Da experiência com drogas às brigas, conheça a trajetória do empresário."


Steve Jobs, fundador da Apple, morre aos 56 anos nos Estados Unidos

Morreu nesta quarta-feira 05/10/2011, aos 56 anos o empresário Steven Paul Jobs, criador da Apple, maior empresa de capital aberto do mundo, do estúdio de animação Pixar e pai de produtos como o Macintosh, o iPod, o iPhone e o iPad.

Idolatrado pelos consumidores de seus produtos e por boa parte dos funcionários da empresa que fundou em uma garagem no Vale do Silício, na Califórnia, e ajudou a transformar na maior companhia de capital aberto do mundo em valor de mercado, Jobs foi um dos maiores defensores da popularização da tecnologia. Acreditava que computadores e gadgets deveriam ser fáceis o suficiente para ser operados por qualquer pessoa, como gostava de repetir em um de seus bordões prediletos, que era "simplesmente funciona" (em inglês, "it just works"). O impacto desta visão foi além de sua companhia e ajudou a puxar a evolução de produtos como o Windows, da Microsoft.

A luta de Jobs contra o câncer desde 2004 o deixou fisicamente debilitado nos anos de maior sucesso comercial da Apple, que escapou da falência no final da década de 90 para se transformar na maior empresa de tecnologia do planeta. Desde então, passou por um transplante de fígado e viu seu obituário publicado acidentalmente em veículos importantes como a Bloomberg. Há 42 dias, deixou o comando da empresa.

Foi obrigado a lidar com a morte, que temia, como a maioria dos americanos de sua geração, desde os dias de outubro de 1962 que marcaram o ápice da crise dos mísseis cubanos. "Fiquei sem dormir por três ou quatro noites porque temia que se eu fosse dormir não iria acordar", contou, em 1995, ao museu de história oral do Instituto Smithsonian.

"Ninguém quer morrer", disse, posteriormente, em discurso a formandos da universidade de Stanford em junho de 2005, um feito curioso para um homem que jamais obteve um diploma universitário. "Mesmo as pessoas que querem ir para o céu não querem morrer para chegar lá. E, por outro lado, a morte é um destino do qual todos nós compartilhamos. Ninguém escapa. É a forma como deve ser, porque a morte é provavelmente a melhor invenção da vida. É o agente da vida. Limpa o velho para dar espaço ao novo."

Homem-zeitgeist

A melhor invenção da vida, nas palavras do zen-budista Jobs, deixa a indústria da tecnologia órfã de seu "homem-zeitgeist", ou seja, o empresário que talvez melhor tenha capturado a essência de seu tempo. Jobs apostou na música digital armazenada em memória flash quando o mercado ainda debatia se não seria mais interessante proteger os CDs para fugir da pirataria.


Na página da Apple, foto em homenagem ao fundador

Ele acreditou que era preciso gastar poder computacional para criar ambientes gráficos de fácil utilização enquanto as gigantes do setor ainda ensinavam usuários a editar o arquivo "AUTOEXEC.BAT" para configurar suas máquinas. Ele viu a oportunidade de criar smartphones para pessoas comuns ao mesmo tempo em que o foco das principais fabricantes era repetir o sucesso corporativo do BlackBerry.

Sob o comando de Jobs, a Apple dizia depender muito pouco de pesquisas de mercado. “Não dá para sair perguntando às pessoas qual é a próxima grande coisa que elas querem. Henry Ford disse que, se tivesse questionado seus clientes sobre o que queriam, a resposta seria um cavalo mais rápido", afirmou, em entrevista à revista "Fortune" em 2008. Em 2010, quando perguntado sobre quanto a Apple havia gasto com pesquisa com consumidores havia sido feito para a criação do iPad, Jobs respondeu que "não faz parte do trabalho do consumidor descobrir o que ele quer. Não gastamos um dólar com isso."

Nem sempre esta habilidade garantiu o sucesso da Apple, como na primeira versão da Apple TV, computador adaptado para trabalhar com central multimídia que não conseguiu um volume de vendas relevantes. Mas Jobs conseguia minimizar os fracassos: no caso da Apple TV, ele dizia que se tratava de um "hobby", um projeto pessoal que não fazia tanta diferença nos planos da empresa.

Perfeccionista e workaholic, Jobs gostava de controlar todos os pontos da produção da Apple, resistindo, inclusive, à decisão de terceirizar gradativamente a fabricação dos produtos da companhia para fabricantes chineses - plano proposto e executado pelo agora novo comandante da companhia, Tim Cook, e que se mostrou acertado.

Conhecido como um “microgerente”, nenhum produto da Apple chegava aos consumidores se não passasse pelo padrões Jobs de qualidade e de excentricidade. Isso incluía, segundo relatos, o número de parafusos existentes na parte inferior de um notebook e a curvatura das quinas de um monitor. No dia do anúncio de que Jobs estava deixando o comando da Apple, Vic Gundotra, criador do Google Plus, contou que recebeu uma ligação do presidente da Apple no domingo para pedir que fosse corrigida a cor de uma das letras do ícone do atalho do Google no iPhone.


Steve Jobs durante apresentação de produto da Apple nos EUA

Na busca por produtos que fossem de encontro com seu padrão de qualidade pessoal, Jobs era criticado em duas frentes. Concorrentes e boa parte dos consumidores que tentavam fugir da chamado "campo de distorção da realidade" criado pela Apple reclamavam das diversas decisões que faziam dos produtos da companhia um "jardim fechado", incompatíveis com o resto do mundo e restritos a normas que iam além de restrições tecnológicas. Tecnicamente sempre foi possível instalar qualquer programa no iPhone, mas a Apple exige que o consumidor só tenha acesso aos programas aprovados pela companhia.

Internamente, entre alguns de seus funcionários, deixou a imagem de "tirano". Alan Deutschman, autor do livro “The second coming of Steve Jobs", afirma que, ao lado do "Steve bom", o mago das apresentações tão aguardadas pelo didatismo e capacidade de aglutinar o interesse do consumidor, também existia o “Steve mau”, um sujeito que gostava de gritar, humilhar e diminuir qualquer pessoa que lhe causasse algum tipo de desprazer.

Ao jornal “The Guardian”, um ex-funcionário que trabalhou na Apple por 17 anos comparou a convivência com Steve com à sensação de estar constantemente na frente de um lança-chamas. À revista “Wired”, o engenheiro Edward Eigerman afirmou: “mais do que qualquer outro lugar onde já trabalhei, há uma grande preocupação sobre demissão entre os funcionários da Apple”. A mesma publicação contou que o diretor-executivo não via problemas em estacionar sua Mercedes na área da empresa reservada aos deficientes físicos, às vezes, ele ocupava até dois desses espaços.

Jobs também sempre precisou de um "nêmesis", um inimigo que ele satanizava e ridicularizava em público como contraponto de suas ações na Apple. O primeiro alvo foi a IBM, com quem disputou o mercado de computadores pessoais principalmente no início dos anos 80. Depois, a Microsoft, criadora do MS-DOS e do Windows. Mais recentemente, Jobs vinha mirando o Google, gigante das buscas na internet cujo presidente chegou a fazer parte do conselho de administração da Apple, e que investiu no mercado de sistemas para smartphones com o Android. Jobs ordenou que a Apple lutasse, mesmo que judicialmente, contra o programa que ele considerava um plágio do iOS, coração do iPhone e do iPad.


Steve Jobs (à direita), ao lado do antigo sócio Steve Wozniak

Do LSD ao Mac

O sucesso empresarial de Jobs é ainda um dos principais resquícios da transformação da contracultura dos anos 60 e 70 em mainstream nas décadas seguintes. A companhia que hoje briga para ser a maior do mundo foi fundada após Jobs ir à Índia em 1973 em busca do guru Neem Karoli Baba. O Maharaji morreu antes da chegada de Jobs, mas o americano dizia que havia encontrado a iluminação no LSD.

"Minhas experiências com LSD foram uma das duas ou três coisas mais importantes que fiz em minha vida", disse, em entrevista ao "New York Times". Depois, afirmou que seu rival, Bill Gates, seria "uma pessoa (com visão) mais ampla se tomasse ácido uma vez". O LSD foi a mesma droga que fascinara o inventor do mouse e precursor do ambiente gráfico, Douglas Englebart, cerca de dez anos antes de Jobs.

Coincidentemente foram o mouse e o ambiente gráfico os inventos que chamaram a atenção de Jobs na fatídica visita ao laboratório da Xerox em Palo Alto, em 1979. É uma das histórias mais contadas e recontadas do Vale do Silício, e as versões variam entre acusações de espionagem industrial à simples troca pela Apple de patentes que a Xerox não teria interesse em desenvolver por ações da companhia, que abriria seu capital no ano seguinte.

Fato é que a equipe de Jobs voltou da visita encantada com a metáfora do "desktop" utilizada pelo Xerox Alto. A integração entre ícones representando cada uma das funções do computador, acessadas por meio de uma seta comandada por um mouse, foi a base do Apple Lisa e, posteriormente, do Macintosh.


Steve Jobs, em uma das últimas aparições à frente da Apple

Com o "Mac", enfim, Jobs conseguiu colocar em prática a visão de que havia desenvolvido em parceria com o amigo e sócio Steve Wozniak, responsável pela criação das soluções técnicas que fizeram dos primeiros computadores da Apple máquinas que mudaram o cenário da computação "de garagem" que vinha se desenvolvendo nos Estados Unidos nos anos 70. Agora, 8 anos após a fundação da empresa, Jobs e "Woz" apresentavam um computador que não era feito para "o restante de nós".

"Algumas pessoas acreditam que precisamos colocar um IBM PC sobre cada escrivaninha para melhorarmos a produtividade. Não vai funcionar. As palavras mágicas especiais que você precisa aprender são coisas como 'barra Q-Z'. O manual para o WordStar, processador de texto mais popular, tem 400 páginas. Para escrever um livro, você precisa ler um livro - e um que parece um mistério complexo para a maioria das pessoas", afirmou Jobs em entrevista publicada pela Playboy americana de fevereiro de 1985.

Na frase, Jobs demostra que queria enfrentar a IBM, gigante nascida no início do século e que, depois de dominar o mercado de servidores corporativos, queria tomar também o setor de computadores pessoais. Para ele, as máquinas da IBM eram feitas "por engenheiros e para engenheiros", e havia a necessidade de criar algo para o "restante", ou, como diria a famosa campanha "Pense diferente" da Apple de 1997, um computador para "os loucos, os desajustados, os rebeldes (..), as peças redondas encaixadas em buracos quadrados".

Saída da própria empresa

Mas o sucesso do Mac - que viria posteriormente a impulsionar a adoção de ambientes gráficos até mesmo entre os computadores da IBM (com o Windows, criado pela Microsoft) - não evitou que Jobs acabasse demitido de sua própria companhia. As disputas internas entre equipes que queriam investir no mercado corporativo e as que apostavam apenas no consumidor fizeram com que John Sculley, vindo da Pepsi à convite do próprio Jobs, convencesse o conselho de administração de que era hora da empresa se livrar de seu fundador.

Durante a década em que esteve fora, Jobs fez dois investimentos que acabaram, de maneiras diferentes, alavancando o mito em torno de seu "toque de midas". No primeiro, pagou US$ 10 milhões pela problemática divisão de computação gráfica da LucasFilm, empresa de George Lucas responsável por franquias do cinema como Star Wars e Indiana Jones. A nova empresa foi batizada de Pixar, e após emplacar sucessos como “Toy story”, “Vida de inseto”, “Monstros S.A.” e “Procurando Nemo”, acabou sendo adquirida pela Disney por US$ 7,4 bilhões em 2006. No processo, Jobs se transformou no maior acionista individual da companhia de Mickey Mouse.

O outro investimento foi a semente não apenas do retorno de Jobs à Apple, mas teve relação direta com o surgimento da World Wide Web, invenção que impulsionou o crescimento da internet no mundo. Com a NeXT, Jobs desenvolveu computadores poderosos indicados para o uso educacional e desenvolvimento de programas. Um terminal NeXT foi usado por Tim Berners-Lee como o primeiro servidor de web do mundo, em 1991. Em dezembro de 2006, a Apple adquiriu a NeXT, manobra que serviu para incorporar tecnologias ao grupo e trazer Jobs de volta para o comando da companhia.


Steve Jobs com seu sucessor no comando da Apple, Tim Cook

O retorno de Jobs marca o início de uma era de crescimento para a Apple incomum na história do capitalismo americano. A sequência de sucessos - alguns atrelados a mudanças no paradigma de mercados importantes - inclui o MacBook, o tocador digital iPod, a loja virtual iTunes, o iPhone e o iPad. A maioria destes produtos veio de ideias impostas pelo próprio Jobs. À revista “Fortune”, em 2008, Jobs falou sobre sua tão aclamada criatividade - "sempre aliada ao trabalho duro", como ele mesmo enfatizou. "Não dá para sair perguntando às pessoas qual é a próxima grande coisa que elas querem. Henry Ford disse que, se tivesse questionado seus clientes sobre o que queriam, a resposta seria um cavalo mais rápido."

Nesta segunda passagem, Jobs reforçou ainda o legado de um empresário ímpar, que impunha uma visão holística na criação, desenvolvimento e venda de seus produtos, Do primeiro parafuso ao plástico que embalaria a caixa de cada aparelho, passando por custo, publicidade, estratégia de vendas.

Sigilo na vida pessoal

A mesma discrição que Jobs impunha na vida profissional - os lançamentos da Apple sempre foram tratados como segredo, aumentando a gerar um movimento de especulação que acabava servindo como publicidade gratuita - foi adotada em sua vida pessoal. Por isso, a luta do executivo contra o câncer no pâncreas foi tratada com muito sigilo, dando margem a uma infinidade de boatos.

Em 2004, Jobs fez tratamento após descobrir um tipo raro da doença. Durante o ano de 2008, Jobs foi aparecendo cada vez mais magro e os boatos aumentaram, até que ele anunciou em janeiro de 2009 seu afastamento da diretoria da empresa para cuidar da saúde. No início de 2011, novo afastamento, até que, em agosto, Jobs deixou de vez o comando da Apple. "Eu sempre afirmei que se chegasse o dia em que eu não fosse mais capaz de cumprir minhas obrigações e expectativas como CEO da Apple, eu seria o primeiro a informá-los disso. Infelizmente, este dia chegou", afirmou, em comunicado.


Steve Jobs apresenta o iPhone 4, em junho de 2010

A vida reservada fez, por exemplo, que Jobs não tivesse contato direto com sua família biológica. Nascido em 24 de fevereiro de 1955 em San Francisco, filho dos então estudantes universitários Abdulfattah John Jandali, imigrante sírio e seguidor do islamismo, e Joanne Simpson, foi entregue à adoção quando sua mãe viajou de Wisconsin até a Califórnia para dar à luz.

Segundo o pai biológico, os sogros não aprovavam que sua filha se casasse com um imigrante muçulmano. Lá, ele foi adotado por Justin e Clara Jobs, que moravam em Mountain View. Seus pais biológicos depois se casaram e tiveram uma filha, a escritora Mona Simpson, que só descobriu a existência do irmão depois de adulta.

Do pai adotivo, herdou a paixão de montar e desmontar objetos. Assim como Paul, Steve não chegou a ser um especialista em eletrônicos, mas ao aprender os conceitos básicos conseguiu se aproximar das pessoas certas no lugar certo. Vivendo no Vale do Silício, conheceu Steve Wozniak, gênio criador do primeiro computador da Apple. Trabalhou na Atari até decidir criar, com Woz, sua própria empresa.

Em mais uma conexão com a contracultura, Jobs teria tido um relacionamento de curta duração com a cantora folk Joan Baez, ex-namorada do ícone da música Bob Dylan, talvez o maior ídolo do empresário.

Casado com Laurene Powell desde 1991, Jobs deixa quatro filhos: Reed Paul, Erin Sienna, e Eve, nascidos de seu relacionamento com Laurene, e Lisa Brennan-Jobs, de um relacionamento anterior com a pintora Chrisann Brennan.

Barra Colorida
Confira frases marcantes de Steve Jobs, fundador da Apple
"Famoso pela oratória, Jobs ajudou a definir rumos da tecnologia.
Confira as visões do empresário sobre a internet, o futuro, a vida e a morte."


Steve Jobs na apresentação do iPad 2

O legado de Steve Jobs vai além da Apple, da Pixar e dos produtos que ele ajudou a desenvolver. Famoso pela oratória, pela capacidade de síntese de ideias e pelo carisma em suas apresentações, Jobs deixa ainda uma coleção de afirmações polêmicas, frases visionárias e pensamentos que ajudaram a definir os rumos da tecnologia nos últimos anos. Veja abaixo algumas das frases de Jobs. Confira:

Sobre tecnologia

“Eu acho que [a tecnologia] fez o mundo ficar mais próximo e continuará fazendo isso. Existem desvantagens para tudo e consequências inevitáveis para tudo. A peça mais corrosiva da tecnologia que eu já vi se chama televisão, mas novamente, a televisão, no seu melhor, é magnífica.” – Revista Rolling Stone, dezembro de 2003

“Nascemos, vivemos por um momento breve e morremos. Tem sido assim há muito tempo. A tecnologia não está mudando muito este cenário” – Revista Wired, fevereiro de 1996

“Se você é um carpinteiro e está fazendo um belo armário de gavetas, você não vai usar um pedaço de compensado na parte de trás porque as pessoas não o enxergarão, pois ele estará virado para a parede. Você sabe que está lá e, então, usará um pedaço de madeira bonito ali. Para você dormir bem à noite, a qualidade deve ser levada até o fim”— Revista Playboy, 1987

“O único problema da Microsoft é que eles não têm estilo. Eles não têm estilo nenhum. E não falo isso nas pequenas coisas, falo em tudo, no sentido de que eles não pensam em ideias originais e de que eles não levam cultura para os seus produtos – Documentário ‘Triumph of the Nerds’, 1996

Sobre o futuro


“Eu sempre estarei ligado à Apple. Espero que durante toda a minha vida o meu fio se cruze com o fio da Apple, como uma tapeçaria. Posso ficar afastado por algum tempo, mas eu sempre vou voltar.” – Revista Playboy dos Estados Unidos, fevereiro de 1985

“A principal razão para a maioria das pessoas comprarem um computador para suas casas será para se conectar a uma rede nacional de comunicações. Estamos apenas nos primeiros estágios do que será uma grande revolução para a maioria das pessoas – tão revolucionária quanto o telefone.” – Revista Playboy (edição americana), fevereiro de 1985

“A indústria do computador desktop está morta. A inovação virtualmente acabou. A Microsoft domina cada uma destas inovações. Isso acabou. A Apple perdeu. O mercado do PC desktop entrou em uma fase negra e ficará nela pelos próximos 10 anos ou até o final desta década” – Revista Wired, fevereiro de 1996

“Se eu tivesse largado esta única disciplina na faculdade [caligrafia], o Mac não teria diversas fontes e espaços proporcionais entre elas. E já que o Windows copiou o Mac, seria provável que nenhum outro computador tivesse a mesma coisa”. – discurso durante formatura em Stanford, 2005

Sobre a Apple

"Nunca tivemos vergonha de roubar grandes ideias” – Documentário ‘Triumph of the Nerds’, 1996

“Se eu estivesse liderando a Apple, eu apostaria tudo pelo Macintosh e depois me ocuparia com um próximo grande lançamento. A guerra do PC acabou, a Microsoft venceu há muito tempo” – Revista Fortune, 1996

“Estes produtos são um lixo. Não há mais sexo neles” – BusinessWeek, 1997

“Ninguém tentou nos engolir desde que eu estou aqui. Acho que eles têm medo de qual seria o nosso sabor” – reunião com acionistas, 1998

“Cara, a gente patenteou ele” (apresentando o iPhone) – Macworld, 2007

“Fizemos os botões na tela ficarem tão bons que você vai querer clicar neles” [sobre o Mac OS X] – Revista Fortune, janeiro de 2000

“Entrará para a história como uma grande mudança na indústria musical. Isso é histórico. Eu não posso subestimar isso” [sobre a loja virtual iTunes Music Store] – Revista Fortune, maio de 2003

“A cura para a Apple não está no corte de preços. A cura para a Apple está em inovar o meio de sair deste problema” – Apple Confidential: The Real Story of Apple Computer, 1999

“Eu não percebi isso na época, mas ter sido demitido da Apple foi a melhor coisa que aconteceu comigo. (...) Foi um remédio com gosto horrível, mas acho que o paciente precisava dele”. – discurso durante entrega de diploma de Stanford, 2005

Sobre a vida

“Eu trocaria toda a minha tecnologia por uma tarde com Sócrates” –Newsweek, 2001

“Ser o homem mais rico do cemitério não me interessa. Ir para a cama à noite dizendo que fizemos algo maravilhoso, isso importa para mim”–The Wall Street Journal, 1993

“Você quer passar o resto de sua vida vendendo água com açúcar ou quer ter a chance de mudar o mundo?”– em entrevista a John Sculley para o livro “Odyssey: Pepsi to Apple”

“Às vezes a vida te bate com um tijolo na cabeça. Não perca a fé. Estou convencido de que a única coisa que me fez continuar foi que eu amava o que eu fazia. Você precisa encontrar o que você ama. E isso vale para o seu trabalho e para seus amores.Seu trabalho irá tomar uma grande parte da sua vida e o único meio de ficar satisfeito é fazer o que você acredita ser um grande trabalho. E o único meio de se fazer um grande trabalho é amando o que você faz. Caso você ainda não tenha encontrado[ o que gosta de fazer], continue procurando. Não pare. Do mesmo modo como todos os problemas do coração, você saberá quando encontrar. E, como em qualquer relacionamento longo, só fica melhor e melhor ao longo dos anos. Por isso, continue procurando até encontrar, não pare" – discurso durante formatura em Stanford, 2005

“Você não pode conectar os pontos olhando para a frente; você só pode conectar os pontos olhando para trás. Assim, você precisa acreditar que os pontos irão se conectar de alguma maneira no futuro. Você precisa acreditar em alguma coisa – na sua coragem, no seu destino, na sua vida, no karma, em qualquer coisa. Este pensamento nunca me deixou na mão, e fez toda a diferença na minha vida.” – discurso durante formatura em Stanford, 2005

“Lembrar que eu estarei morto em breve é a ferramenta mais importante que eu encontrei para me ajudar a fazer grandes escolhas na vida. Por que quase tudo – todas as expectativas externas, todo o orgulho, todo o medo de se envergonhar ou de errar – isto tudo cai diante da face da morte, restando apenas o que realmente é importante. Lembrar que você vai morrer é a melhor maneira para eu saber evitar em pensar que tenho algo a perder. Você já está nu. Não há razão para não seguir o seu coração.” – discurso durante formatura em Stanford, 2005

“Isto foi o mais perto que cheguei da morte e espero que seja o mais perto que eu chegue nas próximas décadas. Tendo passado por isso, posso dizer agora com mais certeza do que quando a morte era apenas um conceito intelectual: nnguém quer morrer. Até mesmo as pessoas que querem ir para o céu não querem morrer para ir para lá. Ainda, a morte é um destino que todos nós compartilhamos. Ninguém conseguiu escapar dela. E assim é como deve ser porque a morte é talvez a melhor invenção da vida. É o agente que faz a vida mudar. É eliminar o velho para dar espaço para o novo. Neste momento, o novo são vocês, mas algum dia não tão longe, vocês gradualmente serão o velho e darão espaço para o novo. Desculpa eu ser tão dramático, mas é a verdade” – discurso durante formatura em Stanford, 2005

“Seu tempo é limitado. Por isso, não perca tempo em viver a vida de outra pessoa. Não se prenda pelo dogma, que nada mais é do que viver pelos resultados das ideias de outras pessoas” – discurso durante formatura em Stanford, 2005

“Tenha vontade, tenha juventude. Eu sempre desejei isso para mim. E agora, que vocês se formam para começar algo novo, eu desejo isso para vocês” – discurso durante formatura em Stanford, 2005