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Monitores LCD “Liquid Cristal
Display”
Barramento FireWire
 
Monitores LCD “Liquid Cristal
Display”

Há pouco tempo, eles eram quase inacessíveis ao bolso do brasileiro.
Mas o tempo passou, o preço começou a cair e os monitores de cristal
líquido – os LCDs (sigla em inglês para “Liquid Cristal Display”)
– finalmente começam a disputar espaço com seus rivais de tubo nas
mesas de computadores do País.
As vendas desse tipo de tela têm aumentado a cada
ano no Brasil, acompanhando uma tendência que ocorre no resto do
planeta. Por isso, a chance de que você venha a ter um monitor desse
gênero em breve torna-se cada vez maior.
Nos primeiros quatro meses do ano, foram fabricados
22,7 milhões de LCDs em todo o mundo contra 13,2 milhões de unidades
dos tradicionais CRTs (os monitores de tubo de raios catódicos, ou
“Cathode Ray Tube”, em inglês). No Brasil, os números são bem mais
modestos, mas chamam a atenção. Em 2003, foram vendidas 75 mil
unidades de LCDs. O valor dobrou no ano passado e deve chegar a 350
mil peças em 2005. Enquanto isso, a venda dos CRTs estacionou na
casa de 2,8 milhões de monitores por ano desde 2003.
Os preços por aqui vêm diminuindo com a construção
de fábricas no País nos últimos anos e o aumento da produção dos
modelos nacionais. A queda do dólar também ajudou a baratear os
aparelhos. Se um monitor de 15 polegadas estava na faixa dos R$
1.400 em dezembro, hoje custa em torno de R$ 900. À medida que a
demanda por telas maiores crescer, o custo das de 17 e 19 polegadas
também deve despencar.
Algumas das vantagens dos displays de cristal
líquido são evidentes. Menores e muito mais leves, os aparelhos
liberam espaço na mesa – como se você substituísse um baú por um
porta-retrato. Com design moderno, também desbancam seus
concorrentes na aparência. Isso sem falar no gasto de energia, em
torno de 70% mais baixo do que o dos modelos de tubo. Além disso, o
tamanho da tela dos LCDs em polegadas é real, enquanto a área
visível nos CRTs tem entre 1 e 1,5 polegada a menos que o anunciado.
A escolha do modelo certo, no entanto, exige atenção
a uma série de detalhes técnicos dos aparelhos e deve considerar as
necessidades de cada pessoa. O publicitário Marco Mori, de 29 anos,
precisava de duas telas grandes para a sua empresa, a HAL 9000. Como
o trabalho requer máxima fidelidade nas imagens, ele não ficou
satisfeito com os monitores de cristal líquido mais baratos. “Você
enxerga cores mais brilhantes, mas não tão fiéis”, afirma. Mori só
encontrou a qualidade que queria em um LCD de R$ 5.000.
Já a especialista em banco de dados Flavia Daniela
dos Santos, de 25 anos, ficou plenamente satisfeita ao trocar seu
velho CRT por um LCD de 15 polegadas de R$ 810. “A qualidade é
ótima. Ele é superpequenininho e é lindo. Tem um enorme espaço vazio
na minha mesa”, diz. “O meu monitor antigo era muito ruim. Desligava
sozinho, sumia a imagem. Precisava de vários ‘pedalas’ pra
funcionar.”
Um dos primeiros itens a analisar para fazer uma boa
compra é a resolução nativa, termo que define a quantidade ideal de
pontos (pixels) que cabem na tela. Ao contrário dos monitores de
tubo – onde se pode aumentar ou diminuir esse número à vontade –, os
aparelhos de cristal líquido precisam funcionar no valor definido
pelo fabricante para exibir imagens com qualidade. Normalmente, o
padrão para 15 polegadas fica em 1024 por 768 pixels. Variações para
mais ou para menos feitas pelo usuário causam distorções. Se
precisar de valores maiores, escolha um monitor com resolução nativa
mais alta.
Fique atento também para o tempo de resposta.
Trata-se da velocidade com que novas imagens são formadas pela tela
do LCD, medida em milésimos de segundo (ms). Quem usar o monitor
para digitar um texto ou para ver fotos dificilmente notará essa
mudança se a velocidade for maior do que 12 ms, mas jogadores de
games muito movimentados, como Halo, ou pessoas que trabalham com
edição de vídeo verão “fantasmas” na tela. Nesses casos, os CRTs
oferecem desempenho melhor a um preço muito mais baixo.
Se quiser usar o monitor para ver filmes de longe ou
optar por um dos modelos mais modernos, que exibem TV, tenha em
mente o ângulo de visão. A medida indica até onde se pode enxergar a
tela ao se deslocar para um dos lados ou para cima. Quando
ultrapassar o ângulo especificado, você não verá mais nada. Uma taxa
de 160 graus quebra o galho nessas situações, mas visão total mesmo
só num LCD de R$ 10.000 ou em qualquer CRT barato.
Não se esqueça ainda de verificar o brilho e o
contraste, essenciais para garantir boa qualidade de imagem. O
primeiro indica a quantidade máxima de luz emitida por uma tela em
branco, enquanto o segundo aponta a diferença entre o branco mais
claro e o preto mais escuro. O brilho é medido por uma unidade
conhecida como candelas por metro quadrado (cd/m²) ou nits. Boas
telas têm entre 250 e 300 cd/m². O contraste vem definido por uma
relação numérica. Nos melhores LCDs, o valor fica entre 400:1 e
600:1. Definidas as características técnicas, vá até uma loja ou
showroom e veja o monitor com seus próprios olhos.
Existe um problema capaz de amedrontar os mais
destemidos donos de monitores de cristal líquido: os ‘dead pixels’.
O nome em inglês descreve pequenos pontos que podem permanecer
apagados na tela ou com as cores modificadas, como uma pequena
sujeira que não pode ser removida. Imagine a aflição de ter um
problema desse tipo no meio da área de trabalho e você entenderá o
porquê de tamanho receio. Para evitar um ataque de pânico, é
fundamental conferir se a garantia cobre uma troca no caso de
ocorrer o defeito. Para descobrir se o problema existe, faça um
teste assim que conectar o cristal líquido no seu micro. Use um
editor de imagens – como o Paint, que já vem instalado no Windows –
para criar uma tela branca que cubra toda a extensão do LCD. Olhe
com cuidado e procure pontos de cor diferente ou apagados. Repita o
processo, cobrindo a tela com uma imagem preta. Se achar algo, ligue
para a loja ou para o fabricante e peça uma troca.
Marcas e Modelos:
Samsung promete imagens sem fantasmas
O SyncMaster 510N, da Samsung, tem 15 polegadas e vem com o
recurso Magic Speed,que promete imagens sem ‘fantasmas’ mesmo em
programas mais velozes. Preço: R$ 899.

Display da LG pode ser pendurado na parede
A base do monitor L1550S, da LG, pode ser removida,
permitindo que o usuário pendure a tela na parede, como se fosse um
quadro. O display de LCD tem 15 polegadas. Custa R$ 899.

Waytec tem telas com alto-falantes embutidos
Os LCDs FW 1420S e FW 1520S, da Waytec, já vêm com
alto-falantes nas laterais e três anos de garantia. O modelo de 14
polegadas sai por R$ 799, enquanto o de 15 custa R$ 879.

Philips garante gasto de energia reduzido
O display 150S5FS, da Philips, consome apenas 17 watts de
energia, um dos menores índices do mercado. Com 15 polegadas, inclui uma
trava especial antifurto. Preço sugerido: R$ 899.

LCD da AOC protege imagem de reflexos
Com 17 polegadas, o LCD modelo LM722, da AOC, conta com tela
anti-reflexiva, que ajuda a ver os aplicativos da área de trabalho em
ambientes muito iluminados. Custa R$ 1.299.

Viewsonic lança seu 1º aparelho feito no País
A Viewsonic acaba de lançar seu primeiro monitor de cristal
líquido fabricado no Brasil. O modelo VX715, de 17 polegadas, tem design
moderno e tamanho reduzido. Preço: R$ 1.449.

Sony usa tecnologia que aumenta o brilho
O monitor HS75P, da Sony, vem com a tecnologia XBright, capaz
de aumentar o brilho até 420 cd/m². O aparelho tem tela de 17 polegadas
e design arrojado. Custa R$ 1.699.

Samsung este modelo vem preparado para filmes e
jogos
Com tela de 17 polegadas, o monitor 721S, da Samsung,tem 5
modos de visualização de imagem predefinidos (texto, foto, esportes,
filmes e jogos) e display giratório. Custa R$ 1.699.

LG com funções multimídia em casa ou no escritório
O monitor L173SA, da LG, conta com design sóbrio e funções
multimídia e é voltado para os usos doméstico e corporativo. Com uma
placa de R$ 199, permite assistir à TV. Preço: R$ 1.999.

Waytec com visor de 17 polegadas pesa menos no
bolso
Fabricado no Brasil pela Waytec, o monitor LCD FW 1700S
aposta no preço baixo para desbancar seus concorrentes de 17 polegadas.
Tem garantia de três anos. Preço: R$ 1.259.

Apple traz opções de alta performance
Os displays de cristal líquido Apple Cinema apresentam
formato widescreen e características que garantem alto desempenho. As
telas têm 20, 23 e 30 polegadas. A partir de R$ 4.900.

Sony com tamanho widescreen e amplo ângulo de visão
A tela widescreen de 23 polegadas do modelo SDM-P234, da
Sony, traz ângulo de visão de 176 graus na vertical e na horizontal, um
dos maiores disponíveis no mercado. Custa R$ 9.999.


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