VÍRUS DE COMPUTADOR
Os vírus de computador têm um grande poder de destruição: falhas em arquivos,
desaparecimento de dados importantes, produtividade interrompida, redes inteiras
derrubadas. As soluções antivírus protegem as redes em vários pontos de entrada
contra vírus conhecidos e desconhecidos. Através desta página a Gironsoft
sempre irá trazer as informações mais atualizadas sobre este polêmico assunto,
saiba tudo sobre os últimos vírus, proteja-se fazendo o download das últimas
versões de antivírus e saiba tudo sobre os boatos que rondam a Internet.

'Verificação e Eliminação de vírus On-line'

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Os Vírus
de Computador
Introdução
Como um visitante indesejado, os vírus podem causar grandes danos à rede
corporativa. A pesquisa sobre crime e segurança de computadores do FBI e do 2000
Computer Security Institute revelou que 85% das 581 maiores empresas pesquisadas
sofreram ataques de vírus em 2003. Entretanto, "vírus de computador" tornou-se
um termo genérico para muitos tipos de códigos maléficos. Como um vírus
biológico, há mais de uma "espécie" que pode atacar a rede, já que muitos vírus
e outros códigos maléficos são geralmente criados para explorar os pontos fracos
de determinadas plataformas de computação, ambientes de rede ou "culturas" do
usuário. O conhecimento do principais tipos de vírus pode ajudar os gerentes de
TI a proteger melhor a rede e priorizar vulnerabilidades.
O que é um Vírus de Computador?
Geralmente, um vírus é definido como um programa que infecta documentos ou
sistemas inserindo ou anexando uma cópia dele próprio ou substituindo
integralmente determinados arquivos. Um vírus age sem o conhecimento ou o
consentimento do usuário. Portanto, quando um arquivo infectado é aberto, o
vírus incorporado também é executado, geralmente em segundo plano. Um vírus
verdadeiro é propagado pelos próprios usuários, quase sempre inadvertidamente.
Um vírus não se dissemina deliberadamente de um computador para outro. Ele pode
ser duplicado em um computador, mas para se propagar para outras máquinas,
precisa ser transmitido para outros usuários através de material infectado, como
anexos de documentos em correio eletrônico, programas em disquetes ou arquivos
compartilhados. Novas modalidades de códigos maléficos tornaram a
auto-replicação de vírus mais comum.
Um simples vírus pode se propagar e, em seguida, permitir que o programa seja
executado normalmente. A maior parte dos vírus, entretanto, possui uma "carga"
ou ação maléfica. Por exemplo, o vírus pode ser programado para exibir uma certa
mensagem na tela do computador ou efetuar uma exclusão ou modificação de um
documento específico (ou alguma combinação desse tipo). Os vírus mais perigosos
causam danos irreversíveis, como, por exemplo, a exclusão de arquivos inteiros
da rede ou do usuário, ou a reformatação de unidades de disco rígido. Outros
podem simplesmente devastar sistemas de rede através da reprodução de processos
que, por sua vez, reproduzem outros processos, levando o sistema a um colapso.
Para evitar a propagação de novos vírus, os usuários da empresa devem ser
instruídos sobre os vírus e como reagir a um ataque.
Vírus Simples
Um vírus simples é ativado quando um usuário inicializa um programa
infectado. O vírus, então, assume o controle do computador e se associa a um
outro arquivo de programa. Esses vírus são fáceis de serem detectados, já que
fazem uma cópia exata de si mesmos. Para localizar um vírus desse tipo, o
programa antivírus apenas examina seqüências específicas de bytes, conhecidas
como assinaturas.
Vírus Criptografado
Em um vírus criptografado, a assinatura é misturada para que o verificador
não possa detectá-lo. A assinatura do vírus muda de um programa para outro.
Entretanto, a rotina de decodificação permanece igual; portanto, o programa
antivírus examina uma rotina de descriptografia repetitiva e não a assinatura.
Além de vírus simples e criptografados, há quatro tipos principais de códigos
maléficos: vírus polimorfos, vírus de macro, worms e cavalos de Tróia.
Vírus Polimorfo
Os vírus de computador polimorfos são propositadamente difíceis de serem
detectados, apesar dos programas antivírus poderem localizá-los com facilidade e
exterminá-los. Os autores de vírus polimorfos criptografam o corpo do vírus e a
rotina de decodificação. Não existem duas infecções iguais; por isso, não é
possível criar apenas uma única definição de antivírus para combater todas elas.
Os provedores de solução antivírus usam sua tecnologia de proteção contra vírus
para criar rotinas de decodificação genéricas que expõem os vírus.
Vírus de Macro
Os vírus de macro estão entre os vírus mais comuns e mais facilmente criados.
Eles também tendem a ser os menos prejudiciais. Os vírus de macro usam uma
linguagem de macro do aplicativo (como Visual Basic ou VBScript) para infectar e
duplicar documentos e modelos. Eles independem da plataforma, mas estão
geralmente associados a programas do Microsoft Office. Esses vírus usam o
ambiente de programação da Microsoft para auto-executarem o código de macro
viral.Quando um documento infectado é aberto, o vírus é executado e infecta os
modelos de aplicativo do usuário.
As macros podem inserir palavras, números ou frases indesejadas em documentos
ou alterar funções de comando. De acordo com algumas estimativas, 75% de todos
os vírus atuais são vírus de macro (AOL Computing Webopaedia). Depois que um
vírus de macro infecta a máquina de um usuário, ele pode se incorporar a todos
os documentos criados no futuro com o aplicativo. Por exemplo, se o modelo
"normal.dot" do Microsoft Word, o modelo de documento padrão desse programa, for
infectado com um vírus de macro, todo documento novo criado no Word carregará
uma cópia do vírus de macro.
Cavalo de Tróia
Cavalo de Tróia é um programa maléfico disfarçado de benéfico, como, por
exemplo, protetor de tela, aplicativo de arquivamento, jogos ou mesmo um
programa para localizar e destruir vírus. Entretanto, na verdade, o programa
executa uma tarefa perniciosa sem o conhecimento ou consentimento do usuário.
Ele não se duplica como um vírus verdadeiro, não faz cópias de si mesmo como um
worm e geralmente é propagado através de correio eletrônico ou downloads da
Internet. As ações do cavalo de Tróia variam bastante. Eles podem roubar senhas,
infectar uma máquina com vírus, ou até mesmo agir como uma ferramenta para que
outros "espionem" os usuários através do registros das teclas pressionadas e da
transmissão desses registros para terceiros por meio de TCP/IP.
Worms
Um worm é um programa que se propaga sozinho, geralmente pela rede através do
correio eletrônico, TCP/IP ou unidade de disco, reproduzindo a si mesmo por onde
passa. Um worm não é tecnicamente um "vírus" porque pode se propagar
separadamente. Muitos programas maléficos que são worms são falsamente
denominados vírus. Por exemplo, o ILOVEYOU era um worm, não um vírus.
Os worms são extremamente perigosos para a rede e mais difíceis de serem
controlados porque não precisam ser propagados pelo usuário. Um worm pode se
propagar em centenas de milhares de máquinas muito rapidamente. No exemplo do
ILOVEYOU, em geral, o worm foi recebido pelos usuários através do correio
eletrônico como anexo de um arquivo que consistia em um programa baseado em
VBScript. Se o anexo fosse executado, diversos processos eram reproduzidos
automaticamente, fazendo o worm ser copiado (propagado) e enviado como anexo de
mensagem eletrônica para todas as pessoas do catálogo de endereços do Microsoft
Outlook do usuário. O worm também excluiu e substituiu certos tipos de arquivos
na unidade de disco rígido do usuário, de forma que se algum desses arquivos
fosse aberto, sua rotina de autopropagação seria executada novamente. Imagine
uma rede corporativa na qual diversos usuários receberam e ativaram o worm; é
fácil imaginar a rede chegando a um colapso em poucas horas devido ao tráfego
intenso de mensagens eletrônicas reproduzidas pelo worm, além da perda de dados
dos arquivos danificados. E como o worm foi propagado principalmente por correio
eletrônico, ele pôde infectar facilmente outras redes em um curto período de
tempo.
Rootkit
O que é um rootkit?
Um rootkit é um trojan que busca se esconder de softwares de segurança e
do usuário utilizando diversas técnicas avançadas de programação.
Rootkits escondem a sua presença no sistema, escondendo suas chaves
no registro (para que você não possa vê-las) e escondendo os seus
processos no Gerenciador de Tarefas, além de retornar sempre erros de
“arquivo inexistente” ao tentar acessar os arquivos do trojan.
Diversos trojans utilizam essas tecnologias com o objetivo de
dificultar sua remoção e o fazem com sucesso: os rootkits mais avançados
são bem difíceis de serem removidos.
Origem do nome rootkit
Os rootkits possuem esse nome por serem, inicialmente, “kits” de
programas para a plataforma Linux/Unix para manter o acesso total ao
sistema previamente comprometido, agindo como backdoor. Como “root” é o
usuário com o controle total do computador nas plataformas Unix,
originou-se o nome “rootkit” para denominar estes conjuntos de
aplicativos.
Funcionamento
Os rootkits para Linux/Unix geralmente substituem os programas mais
comuns, como os programas que listam arquivos, de modo que o
administrador do sistema, ao listar os arquivos, não veja a presença dos
arquivos do trojan.
No Windows, eles ‘infectam’ os processos na memória, de modo que toda
vez que um processo requisite alguma informação sobre os arquivos do
trojan, esta informação seja anulada antes de ser retornada ao programa,
o que fará com que os softwares acreditem que estes arquivos não estejam
lá.
O Hacker Defender é um dos rootkits mais avançados para
Windows atualmente.
Protegendo a Empresa
A exemplo dos vírus e de outras ameaças da Internet, as soluções de segurança
também continuam a evoluir. As soluções antivírus são apenas um aspecto de uma
solução de segurança de conteúdo total que incluem proteção contra código móvel
e filtragem de conteúdo de Internet e correio eletrônico. As soluções de
segurança mais eficazes e melhores são abrangentes e possuem gerenciamento
centralizado. Na verdade, uma estratégia de segurança eficaz considera os ativos
de uma empresa, o risco a esses ativos e a cultura do usuário final.
Conheça os arquivos mais usados pelos vírus
e proteja-se
A análise dos tipos de arquivos usados ao longo dos tempos por vírus de
computador para se propagarem traz uma conclusão evidente: é cada vez mais
temerário abrir arquivos de terceiros, sejam de que extensão forem. No entanto,
há alguns formatos mais usados por vírus do que outros, e conhecê-los é muito
importante para se proteger. A Panda Software fez um resumo das extensões mais
perigosas.
Na primeira geração de vírus, era razoavelmente simples classificar os
arquivos que ofereciam risco, já que havia poucos tipos “infectáveis”.
Basicamente, os vírus se escondiam nos setores de inicialização (boot) dos
discos e em formatos executáveis com extensões “.com” e “.exe”. Embora houvesse
outras possibilidades, estas eram as mais exploradas. Naquela época, os
disquetes eram o principal meio de transporte de vírus entre um computador e
outro, portanto havia limitações para a propagação em massa de códigos
maléficos.
A aparição dos vírus de macro aumentou significativamente o número de
extensões de arquivos potencialmente perigosos. Os programas do pacote Microsoft
Office converteram-se em vetores dessas pragas eletrônicas. O processador de
textos Word foi o primeiro a ser afetado, e tanto documentos no formato “.doc”
como os modelos de documentos (.dot) tornaram-se suspeitos. Em seguida, os vírus
de macro atingiram também os arquivos gerados por outros aplicativos do Office,
e extensões como “.xls” (planilhas Excel), “.mdb” (bancos de dados Access) e
“.ppt” (apresentações do Power Point) entraram para a galeria das que deviam ser
vistas com desconfiança.
Com a popularização da Internet, os vírus ganharam outras formas. Surgiram
então os worms, que se aproveitam dos recursos de redes para se propagar, e o
e-mail suplantou os disquetes como principal meio de disseminação de pragas
virtuais. Worms como o famoso “I Love You” começaram a ser escritos em linguagem
Visual Basic Script, e abrir arquivos com extensão “.vbs” tornou-se atitude de
alto risco.
Os criadores de vírus também passaram a utilizar técnicas para enganar os
usuários de computador e fazê-los clicar em anexos infectados. Surgem então as
mensagens que utilizam a chamada “engenharia social” (a suposta foto da tenista
Anna Kournikova em um anexo de e-mail infectado é um exemplo perfeito disso) e
os arquivos com dupla extensão, nos quais uma delas sempre parece “inocente” (".txt.vbs",
".jpg.vbs", e outras). O truque da dupla extensão foi criado graças a uma
característica do Windows: em sua configuração padrão, o sistema operacional não
mostra ao usuário a extensão de arquivos conhecidos. Assim, o arquivo
“foto.jpg.vbs” seria apresentado apenas como “foto.jpg”, pois a extensão real
“.vbs” é reconhecida pelo Windows, que a “esconde” do usuário.
Atualmente, a gama de formatos e extensões de arquivos que podem alojar um
vírus é muito grande. Entre os já citados, deve-se adicionar ainda os de
extensão “.scr”, que identifica protetores de telas, e os arquivos “.pif”(Program
Information File) usados como atalhos do MS-DOS. Para piorar, novas experiências
estão sendo feitas (este ano, um filipino tentou criar um vírus para arquivos
JPG, e já surgiram outros para arquivos PDF e Macromedia Flash), mas adicionar
as extensões citadas neste artigo às regras de bloqueio de seu programa de
correio eletrônico pode reduzir drasticamente o risco de contaminação de sua
máquina.

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